Aluna de iniciação científica da UFPR descreve quatro novas espécies de abelhas

Uma aluna de iniciação científica da Universidade Federal do Paraná descreveu quatro novas espécies de abelhas, que ainda não haviam sido catalogadas. O feito da estudante de Ciências Biológicas, Júlia Alberti de Liz, foi registrado em um artigo publicado no periódico European Journal of Taxonomy. Quem descobre a espécie também pode batizá-la.

A preferida da estudante, cujo nome científico é Habralictus obscuratus, tem o corpo de cerca de seis milímetros quase todo preto. Ela foi batizada com o apelido da estudante, conhecida como "Júlia de preto", por estar sempre vestida com essa cor.

O Laboratório de Abelhas, com um vasto catálogo de espécimes de abelhas para serem avaliados (chamado de coleção zoológica), é um exemplo das oportunidades que estudantes de graduação têm na UFPR de experimentar as ferramentas do método científico. Ao todo, cerca de sete milhões de insetos — incluindo abelhas coletadas há cerca de 60 anos — fazem parte das coleções da UFPR. As que não têm identificação ocupam os espaços chamados pelos pesquisadores de “miscelânea”. Os estagiários de iniciação científica assumem a tarefa de triagem dos insetos das coleções, o que treina o olhar para diferenciar as características de cada grupo de espécies. As três novas abelhas catalogadas -- H. obscuratus, H. acuminatus, H. cyaneus, H. nitidus -- foram coletadas na Mata Atlântica do Norte e do Sudeste, porém em momentos diferentes, que vão dos anos 1960 a 2019. Elas são pequenas (medem entre quatro e oito milímetros) e brilham como metal. Outras sete espécies do gênero Habralictus foram redescritas ou revisadas. Isso significa que são espécies já nomeadas que receberam descrições mais detalhadas e foram reorganizadas dentro dos grupos do gênero. Para a revisão, pesquisadores examinaram mais de 1,5 mil exemplares de abelhas brasileiras depositadas em coleções entomológicas.
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Marcos Solivan / Sucom / UFPR
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