• Marcelo Almeida Projetos

Livro conta a história das cervejarias artesanais de Curitiba

Ao experimentar uma cerveja artesanal tão em moda hoje em Curitiba, talvez a grande maioria dos curitibanos adeptos da bebida não saiba que essa tradição cervejeira foi deixada de lado por conta das grandes guerras mundiais e retorna como hábito nos anos 2000. Esse é um dos inúmeros trechos com curiosidades sobre a história das cervejarias na capital do Paraná que traz o livro “Cervejarias de Curitiba”, que será lançado no próximo dia 15, no Restaurante Quintana.

Curitiba é um importante pólo cervejeiro do país e a qualidade alcançada pelas suas cervejarias se destaca no cenário nacional. Com um movimento que cresceu de forma acelerada a partir do final da década de 2000, as novas cervejarias provocaram uma mudança de hábito em Curitiba. Essa história e a atualidade são temas pesquisados e contados no livro pelo historiador Victor Augustus Graciotto Silva e o designer José Humberto Boguszewski, com publicação pela Editora Máquina de Escrever.


Victor destaca que este boom de cervejarias que presenciamos hoje em Curitiba revela uma tradição cervejeira de mais de 150 anos, tema central do livro. “Em 2000, mais precisamente, começamos a acompanhar a volta da produção artesanal de cervejas em casa, assim como acontecia na antiguidade,” diz.


A narrativa histórica, explicam os autores, segue uma cronologia da presença das cervejarias artesanais entre os séculos XX e XXI.

Das casas dos imigrantes às fábricas


A história das cervejas artesanais, em Curitiba, começou em 1858 pelas mãos de cervejeiros alemães, italianos, suecos e austríacos. A produção era caseira e a venda era para vizinhos e familiares.


Os imigrantes europeus chegaram de forma gradual, promovendo um desenvolvimento da cidade ao longo das décadas. E a cerveja acompanhou este crescimento. No início do século XX, a produção de cerveja migra das casas para as pequenas fábricas. Nesta época, os primeiros produtores de cerveja utilizavam maquinários movidos a vapor e apareciam as primeiras fábricas como a Batelônia, Atlântica, Cruzeiro, Graciosa, Glória, Providência , Brasileiras, entre outras. De caseira passou a pequenas fábricas.


Abrimos o século XX com uma cerveja de baixa fermentação e com uma produção em expansão, tendo na Cervejaria Atlântica a sua maior fábrica que empregava mais de 300 funcionários em 1929. O hábito de beber cerveja era cada vez maior, acompanhando uma população que se divertia nos parques do Passeio Público, no Parque Cruzeiro e no Recreio da Providência.


Mas, veio a Segunda Guerra Mundial e as cervejarias fecham. Após o término da guerra, restou apenas uma, a Filial da Brahma. E assim permaneceu até que um visionário alemão, em 1987, nos lembrasse que é possível fazer cerveja de forma independente e artesanal. Um respiro curto, mas suficiente para mostrar que era possível. E a partir da primeira década do século XXI, Curitiba explode de cervejarias artesanais e de uma infinidade de estilos e sabores. O novo que vemos hoje tem lastro lá no passado.


Mapa de mais de 60 cervejarias e acerco de rótulos


O designer José Humberto conta que o livro também traz preciosidades encontradas no processo de pesquisa. “Um exemplo são os rótulos das cervejas, cujos símbolos, caligrafias e cores permitem entendermos mais sobre questões culturais de cada período histórico da cerveja em Curitiba.”


A obra também detalha a cena cervejeira da Curitiba mais atual com uma seleção de registros fotográficos, além de uma indicação de um mapa com a identificação de mais de 60 cervejarias de Curitiba e região metropolitana. O mapa consta também no site sobre o livro.


Site das cervejarias


Para divulgar o livro e a pesquisa, um site, o www.cervejariasdecuritiba.com.br foi lançado com vídeos em que os autores contam trechos da obras, além do acesso a um acervo de rótulos das primeiras cervejas de Curitiba, fotografias inéditas de cervejeiros, das fábricas de cerveja e do hábito de beber cerveja de 100 anos atrás.


Serviço

Lançamento do livro “Cervejarias de Curitiba”

Quando: Dia 15 de julho de 2022

Local: Restaurante Quintana – Avenida Batel, 1440

Horário: 19 hs


Venda

O livro pode ser adquirido no site www.cervejariasdecuritiba.com.br ou direto na Editora Máquina de Escrever: https://editoramaquinadeescrever.com.br/


Imagem:

Divulgação


Fonte:

Assessoria de Imprensa



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