Gestantes mais jovens e de menor renda se alimentam pior, sugere estudo

A idade, a renda e a escolaridade da gestante são fatores de vulnerabilidade para a alimentação durante a gravidez. É o que sugere um estudo realizado por um projeto de iniciação científica do Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Paraná (UFPR) especializado em gravidez e puerpério (o período de “resguardo” depois do parto).

Com base em dados das gestantes atendidas pelo SUS de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, as pesquisadoras levantaram indicativos de que, enquanto a renda prejudica o acesso a frutas e verduras, a baixa idade da grávida a torna mais propensa a exagerar no consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, principalmente bebidas açucaradas e ultraprocessados. A escolha por Colombo tem relação com os dados disponíveis pelo SUS e pela abrangência do cuidado à população. A cidade tem alta taxa de urbanização (mais de 95%) e, dos cerca de 232 mil habitantes, em torno de 194 mil dependem exclusivamente do SUS. Os dados também indicam, por exemplo, que quase oito de cada dez gestantes adolescentes (de 14 a 19 anos) e das mães de primeira viagem (chamadas primigestas) fazem as refeições enquanto observam telas. O principal impacto desse hábito, segundo nutricionistas, é o atraso da percepção de saciedade. O consumo alimentar inadequado pode trazer diversas consequências indesejadas para as gestantes e seus filhos. Caso esse consumo seja insuficiente, os agravantes para o bebê são de um baixo índice de desenvolvimento no útero, uma frequência muito maior de partos prematuros e também há uma dificuldade de adaptação do recém nascido após o nascimento. Por outro lado, quando se trata de um consumo calórico em excesso, pode trazer um ganho de peso excessivo durante a gestação, trabalhos de parto mais prolongados, diabetes gestacional e até mesmo um aumento da pressão durante a gestação.
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Fonte: Assessoria de Imprensa



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