Reta final da campanha acende alerta para casos de assédio eleitoral nas empresas

A reta final da campanha do segundo turno das eleições presidenciais acende o alerta para o assédio eleitoral dentro das empresas.

A polarização da disputa aumenta o risco de que gestores e empresários ultrapassem a linha entre a manifestação pessoal e a pressão sobre funcionários. O histórico recente justifica o alerta: o Ministério Público do Trabalho observa um padrão similar ao de 2022, quando o volume de denúncias cresceu drasticamente entre o primeiro e o segundo turnos da eleição. Encerrado o primeiro turno das eleições, o Ministério Público do Trabalho no Paraná registrou 75 denúncias de assédio eleitoral. A advogada trabalhista Amanda Del Vechio Dias explica que o assédio eleitoral nem sempre acontece dentro da empresa. Ela ressalta que não se trata apenas um problema de RH. É também uma questão de governança.
Assédio eleitoral é qualquer conduta de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento com o objetivo de influenciar o voto ou pressionar empregados quanto à orientação política. Segundo a especialista, existem diversos canais para registrar denúncias.
As penalidades para empresas que cometem assédio eleitoral alcançam as áreas trabalhista, eleitoral e criminal. Em eleições anteriores, no Paraná, já foram registrados casos que geraram indenizações por danos morais coletivos e individuais. Um dos valores mais altos apareceu em Medianeira, no Oeste do Estado. Uma cooperativa foi condenada ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho.
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Fonte: Assessoria de Imprensa



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