Couro de peixe de Pontal do Paraná é a mais nova Indicação Geográfica brasileira
- TNews

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O couro de peixe de Pontal do Paraná conquistou, nesta semana, o selo de Indicação Geográfica do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

A produção, que transforma resíduos da pesca artesanal em um produtos sustentáveis e com valor agregado, envolve 16 produtores com atuação direta e o benefício indireto alcança cerca de 30 famílias, com seus insumos voltados para indústrias de calçados, designers com a aplicação em móveis, estilistas para uso em bolsas, além de usos no artesanato em brincos, colares, pulseiras e chaveiros. O início de toda a história vem de 2008, quando o projeto com o couro foi criado na Unespar (Universidade Estadual do Paraná), em um trabalho iniciado pela professora Kátia Kalko Schwarz, por meio do programa Universidade Sem Fronteiras. Entre as espécies indicadas para a extração do couro estão peixes de água salgada ou doce como o linguado-abaxial, robalo flecha, robalo peva, parú, corvina, pescada amarela, miraguaia, tainha, cavala, salmão e tilápia. As peles são limpas manualmente, com a retirada de carne e gordura antes de passar pelo processo de curtimento. Esse processo estabiliza a estrutura das proteínas na pele, tornando-a resistente à decomposição e adequada para uma ampla gama de aplicações. Com o novo selo, o Paraná conta com 26 Indicações Geográficas e é o estado brasileiro com o maior número. Apenas em 2026, já foram quatro reconhecimentos conquistados, com o couro de peixe de Pontal do Paraná, o ginseng de Querência do Norte, o Café da Serra de Apucarana e as tortas de Carambeí. As informações são do Sebrae Paraná.
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ASN / PR
Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae-PR



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