Modelo de pele desenvolvido pela UFPR amplia alternativas a testes de cosmético em animais
- TNews

- 18 de dez.
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A Universidade Federal do Paraná desenvolveu um modelo de pele humana produzido por bioimpressão 3D, que deve ampliar as alternativas aos testes de cosméticos em animais, proibidos desde julho pela Lei 15.183.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a UFPR, a Funpar e a empresa brasileira de dermocosméticos Creamy Skincare, que financia o projeto. O trabalho é conduzido no Laboratório de Bioensaios de Segurança e Eficácia de Produtos Cosméticos, em Curitiba, sob coordenação da professora Daniela Maluf. O processo utiliza pele humana descartada em cirurgias, cedida pelo Hospital Nossa Senhora das Graças. A partir desse material, as células são multiplicadas e aplicadas em uma matriz gel por meio de uma bioimpressora 3D, que reconstrói as camadas da pele. Segundo a pesquisadora, foram testadas mais de 100 formulações até chegar ao desempenho desejado para viabilidade celular e resistência. O objetivo é criar um modelo de pele artificial confiável para testar a permeação de cosméticos — etapa ainda sem protocolo oficialmente validado no Brasil. A Creamy afirma que a tecnologia deve acelerar o desenvolvimento de produtos e fortalecer a pesquisa nacional. O protótipo passa agora por testes de robustez e comparação com a pele humana real. A previsão é que o modelo final esteja pronto em maio de 2026.
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Marcos Solivan / Sucom / UFPR
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